Síndrome Do Anticorpo Antifosfolipíde

A Síndrome Anti-fosfolípide ou Síndrome do Anticorpo Anti-Fosfolípide (SAAF) constitui um distúrbio auto-imune na coagulação do sangue que causa trombose (coagulação anormal) em artérias e veias, além de complicações na gravidez (abortos repetitivos, pressão alta e prematuridade do bebê). Esta síndrome ocorre devido à produção de anticorpos contra proteínas do próprio organismo (chamados de anticorpos anti-fosfolipídes) que são dosados no sangue através de exames laboratoriais.

Como é realizado o diagnóstico da Síndrome Anti-fosfolípide?

Para a realização do diagnóstico correto é necessário que haja pelo menos uma manifestação clínica de trombose ou de complicações relacionadas à gravidez associados à presença dos auto-anticorpos detectados no sangue através de exames laboratoriais. Somente a presença dos anticorpos no sangue, sem as manifestações clínicas de trombose ou complicações relacionadas à gravidez não constituem a “SAAF”.

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Quais são as manifestações clínicas da Síndrome Anti-fosfolípide?

A manifestação de trombose pode ocorrer em qualquer vaso do organismo. No caso das veias, a trombose de membros inferiores é a de localização mais comum. Clinicamente observamos: dor, inchaço e vermelhidão na perna afetada. No caso de trombose do sistema arterial, a manifestação mais comum é de derrame cerebral (AVC: acidente vascular cerebral).

O que é a Síndrome Anti-fosfolípide Primária?

O termo “Síndrome Anti-fosfolípide Primária” é utilizado quando as manifestações da síndrome ocorrem de forma independente, sem a concomitância de outras doenças auto-imunes. Menos frequentemente pacientes com “SAAF” primária podem vir a desenvolver o Lúpus Eritematoso Sistêmico

O que é a Síndrome Anti-fosfolípide Secundária?

O termo “Síndrome Anti-fosfolípide Secundária” é utilizado quando as manifestações da síndrome ocorrem concomitantemente com outras doenças auto-imunes como o Lúpus Eritematoso Sistêmico.

O que é a Síndrome Anti-fosfolípide Catastrófica?

A Síndrome Anti-fosfolípide Catastrófica é uma forma muito rara e grave da “SAAF”. Ocorrem múltiplas tromboses difusas em vasos pequenos, podendo evoluir para a disfunção de múltiplos órgãos.

Como é o tratamento da Síndrome Anti-fosfolípide?

O tratamento desta doença é feito com inibidores da ativação plaquetária e/ou com anti-coagulantes. O objetivo do tratamento é o de evitar novos episódios de tromboses. O controle do uso do anti-coagulante é feito através de um exame laboratorial chamado INR. Geralmente tenta-se manter o INR entre 2.0-3.0, mas variações individuais podem ser necessárias. O controle do uso desta medicação com o INR é muito importante, pois níveis abaixo de 2.0 podem não estar protegendo os pacientes de novos episódios de trombose. De forma oposta, níveis de INR maiores que 3.0 podem propiciar sangramentos. É preciso estar atento a isso, já que muitos medicamentos e até mesmo a alimentação podem aumentar ou diminuir o INR, mesmo que o paciente esteja tomando a mesma dosagem do remédio. Durante a gravidez, um anti-coagulante diferente é utilizado (subcutâneo), em virtude da teratogenicidade dos anti-coagulantes orais. O tabagismo e o uso de medicamentos que contém estrogênio estão contra-indicados.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia (https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/sindrome-anti-fosfolipide/)

Dr. Guilherme Tres

Médico Reumatologista, graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (2014) (melhor universidade privada do país pelo ranking da Folha).

  • Residência médica em Medicina Interna pelo Hospital Nossa Senhora da Conceição - Porto Alegre (2015-2016)
  • Residência médica em Reumatologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (2017-2018)
  • Formação com enfoque em atendimento humanista, ético e baseado em qualidade técnica e evidências científicas. (2019-atual)
  • Médico do corpo clínico e do serviço de Reumatologia do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre (HMV) (2019-atual)
  • Médico reumatologista teleconsultor no TelessaúdeRS. 2017-2018
  • Residência médica em Reumatologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA/UFRGS) (2015-2016), melhor universidade federal do país pelo ranking do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC)
  • Residência médica em Clínica Médica pelo Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre (HNSC) (2009-2014)
  • Médico teleconsultor do TelessaúdeRS (2019-atual)

O QUE FAZ UM REUMATOLOGISTA?

Médico especializado no diagnóstico e tratamento de doenças
que afetam os ossos e as articulações, além de doenças
autoimunes sistêmicas, comumente referidas como doenças reumáticas.

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